Justiça Federal determina que afastamento de reitor do IFPR se estenda até 31 de janeiro de 2014

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01O reitor Irineu Colombo continuará afastado até final de janeiro do próximo ano.

18/11/13 – SEGUNDA-FEIRA –

Em decisão proferida no último dia 14, o juiz federal Sergio Fernando Moro, determinou o prorrogamento do afastamento do reitor Irineu Mário Colombo até o dia 31 de janeiro de 2014.

A decisão considerou não ser apropriada a troca de reitores neste momento de finalização do ano letivo e que esta deve ser a última prorrogação em relação ao reitor Colombo, salvo ocorrência de fato novo.

A Justiça Federal do Paraná, por meio do mesmo juiz, já havia prorrogado provisoriamente por 15 dias, contados a partir de 4 de novembro, o afastamento do reitor Irineu Colombo. A prorrogação do prazo da medida cautelar por 15 dias visava a garantir os prazos processuais necessários para que a defesa possa se manifestar, tendo em vista que o Ministério Público Federal (MPF) é favorável a prorrogação da medida cautelar.

No último dia 9 se completaram 90 dias do afastamento do reitor , de acordo com a Medida Cautelar expedida pela Justiça Federal. O afastamento foi determinado para a investigação do suposto desvio de verbas da instituição entre 2009 e 2011. Em princípio, conforme a medida, o retorno de Colombo poderia ocorrer no dia 11, mas o fato de as investigações estarem sob sigilo mantém o caso indefinido.

Colombo deixou temporariamente o cargo de reitor em 9 de agosto, e foi substituído de maneira pro tempore pelo professor Jesué Graciliano da Silva. Segundo o IFPR, a Polícia Federal fechou o inquérito 30 dias após as investigações, e os dados foram passados para a Justiça Federal. No entanto, a situação no Instituto segue bastante instável, uma vez que a Justiça pode requerer, por meio de um processo administrativo disciplinar, que seja mantido o afastamento de Colombo para a sequência das investigações.

DESVIO – As denúncias que levaram as investigações são referentes a um suposto desvio de verbas do IFPR no período em que Alípio Leal era o reitor. No início das investigações, em agosto deste ano, Leal foi exonerado do cargo de secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

As investigações ocorreram a partir da Operação Sinapse, criada para combater uma quadrilha especializada em desviar recursos públicos destinados à educação técnica do Paraná. O grupo é suspeito de desviar cerca de R$ 6,6 milhões pelo setor de ensino a distância do IFPR.

Aproximadamente 200 policiais federais cumpriram 18 mandados de prisão, três deles contra funcionários públicos do Instituto, 10 mandados de condução coercitiva, e 43 de busca e apreensão. Além disso, dois servidores do IFPR foram afastados de suas funções.

A ação ocorreu nas cidades de Curitiba e Cascavel, no Paraná, e em São Carlos e Sorocaba, no estado de São Paulo. A quadrilha atuava por meio de termos de parceria firmados entre o IFPR e duas Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs).

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