Para o funcionalismo civil 15%. Para os amigos 25%. Para os militares 30%.

No mesmo projeto de LOA (Lei orçamentária anual) enviado ao Congresso no dia 31 de Agosto, em que o governo federal concede reajustes salariais de 15% parcelados em três anos para o conjunto do funcionalismo  – exceto para os docentes, que tem uma tabela de reajuste específica – o governo inseriu um reajuste de 30% para os militares, e de 25% para os cargos comissionados e de direção (também parcelados em 3 anos).

O aumento de 25% para os cargos de direção e comissionados, é invariável entre os níveis, e será destinado tanto para os reitores e pró-reitores das universidades e institutos técnicos federais, quanto para quem assume função comissionada no Banco Central.

Por que há esta diferenciação entre os aumentos concedidos a quase todas as categorias e os reajustes dados aos militares e aos cargos comissionados e de direção?

Mais uma medida do governo e dos parlamentares – que no ano passado já haviam se concedido um auto-aumento de 62% (para deputados/as e senadores/as), e de 134% (para presidente e ministros/as), – que reforça a estrutura burocrática coronelista e autoritária do Estado brasileiro. Se dá preferência aos altos cargos da administração e aos militares, pois serão estes que ajudarão o governo a conter as críticas e  protesto dos setores sociais descontentes e que forem à luta. O governo dá mais para os militares e para os cargos de direção, para  que  comungem de suas políticas. Para que aceitem e apliquem todas as políticas vindas de cima sem nenhuma consideração pelas críticas vindas dos “debaixo”. A famosa política da troca de apoio por benefícios e da compra da consciência por parte do governo federal. Nada a dever a “antiga” política coronelista.

Para manter a “paz social” durante os anos de Copa do Mundo e Olímpiadas, e esconder todo e qualquer protesto social, o mesmo governo gastará cerca de 20 bilhões nos próximos 12 anos em um projeto que irá por o exército na rua. Sob pretexto de garantir a integridade dos prédios públicos e a oferta de serviços essenciais, tal dispositivo irá servir para repressão e criminalização das greves e movimentos reivindicatórios do povo brasileiro.

 

Notícias sobre os aumentos:

Cargos de confiança indicados por políticos receberão aumento de até 25%

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Orçamento 2013: militares terão aumento de 30% em 3 anos

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