ANPG defende greve e servidores da CAPES deflagram greve

ANPG defende a greve nas IFE e cobra prorrogação dos prazos de pesquisa

A Associação Nacional de Pós-Graduandos divulgou uma nota em sua página na internet na qual critica o posicionamento das direções da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em desconsiderar a greve no setor da Educação e não prolongar os prazos para as pesquisas, em função da alteração nos calendários acadêmicos.

Na nota, a ANPG “considera que tal posição das agências de fomento não reflete a realidade vivida nos campi das universidades federais brasileiras. Nos últimos meses, as universidades e centros de pesquisa de todo o Brasil entraram em uma greve nacional que paralisou atividades acadêmicas e científicas e que contou com adesão em cerca de 80% das instituições. Entendemos que se trata de uma mobilização legítima. Aliás, é justo e necessário que a sociedade brasileira se mobilize e pressione por mais verbas para educação, para ciência e tecnologia e pela qualidade da educação pública brasileira”.

A entidade ressalta que não é justo que a greve tenha por consequência “prejuízos àqueles que de forma justa buscam mais recursos e pleiteiam direitos para os produtores de conhecimento e por melhores condições de trabalho e estudo”.

A nota segue ressaltando a necessidade das agências respeitarem o direito de greve tanto dos docentes quanto dos técnicos administrativos e estudantes e solicita uma “rápida resposta da Capes e do CNPq em relação às solicitações já encaminhadas por ofício no dia 21 de junho” [de prorrogação nos prazos].

No texto, a ANPG informa ainda que “realizará uma caravana nos dias 28 e 29 de agosto cuja pauta é a garantia de mais recursos para educação, ciência, tecnologia e inovação; garantia de uma política permanente de reajuste das bolsas de pesquisa e reajuste de 40%, já. Seguimos em defesa da valorização da pesquisa e dos pesquisadores no Brasil”.

Confira aqui a íntegra da nota.

Servidores da Capes deflagram greve e do CNPq devem parar na terça (14)

Os servidores da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) deflagraram greve nesta segunda-feira (13). A associação que representa a categoria, AsCapes, informou que “a postura intransigente do Governo força os servidores da Carreira de Ciência e Tecnologia a se mobilizarem para uma greve geral da categoria”.

“Sabemos da importância do trabalho desenvolvido pela Capes, executada de modo muito responsável pelos servidores da Fundação, contudo não há alternativa que senão a mobilização de todos para que a Carreira de Ciência e Tecnologia seja ouvida e respeitada como merece”, dizem na nota.

De acordo com a entidade, serão feitas avaliação da conjuntura a cada dois dias. A expectativa é “uma resposta sábia e rápida do Governo nas negociações e que com isso possamos encerrar a greve e continuar nossas atividades que são tão importantes para o crescimento do País”. Confira aqui a nota.

A paralisação dos servidores da Capes amplia a greve no serviço público, que já se configura como uma das maiores dos últimos tempos, numa clara demosntração da insatisfação em relação ao tratamento que o governo vem dispensando às reivindicações dos servidores federais.

“Agora são as chamadas carreiras de Ciência e Tecnologia que aderem a greve nacional dos SPF, assim como demais categorias por conta da intransigência do governo em negociar e atender a pauta do funcionalismo. Há pouco tempo, alguns teimavam em usar tais carreiras como referência para o movimento docente”, observou Luiz Henrique Schuch, vice-presidente do ANDES-SN.

CNPq
Já os servidores do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) realizam assembleia geral nesta terça, 14, quando também podem aderir ao movimento paredista, conforme edital de convocação publicado pela associação classista (Ascon).

A justificativa para a movimentação nesse segmento é, a exemplo de outros setores do funcionalismo, a intransigência do governo no tratamento aos servidores da área de Ciência e Tecnologia.

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